
Prometi, aqui está: um post de verdade...rsrs
Ontem fui ao cinema com o namorado, assistimos “Eu sou a Lenda” e “Desejo e Reparação”. Dois filmes completamente diferentes, mas muito bons à sua maneira.
Um terrível vírus incurável, criado pelo homem (como boa parte dos nossos problemas, diga-se de passagem), dizimou a população de Nova York (e se espalhou pelo mundo), transformando todos em "Caçadores das Trevas"(algo como zumbis melhorados), humanos com sintomas de raiva(sim, aquela doença que dá em cachoro). Os que não foram infectados morreram nas mãos destes. Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante que, sem saber como, tornou-se imune ao vírus. Durante 3 anos ele percorre a cidade, ao lado de sua cadela Sam, enviando mensagens de rádio, na esperança de encontrar algum sobrevivente, pensando ser o último homem na Terra. Robert passa os dias num mundo de cronômetros e regras, caçando, colhendo e conversando com manequins (numa tentativa de manter a sanidade), além de tentar “capturar” os humanos doentes a fim de estudá-los, o que lhe rende situações de perigo constante. Ao mesmo tempo, ele realiza testes com seu próprio sangue, buscando encontrar um meio de reverter os efeitos do vírus, achar uma cura. Até que ele descobre que não está sozinho.
O filme é decididamente muito bom e é dispensável dizer que o Will Smith está ótimo, afinal ele é um excelente ator. O suspense é garantido e há até um certo terror (talvez ‘horror’ fosse uma palavra melhor). Mas é preciso que se diga que é algo bem “previsível” eu diria, no melhor estilo “nós somos os escolhidos”, bastante americano. Tudo começou
Alice Braga (sobrinha da Sônia Braga) aparece nas partes finais do filme, no papel de Anna, uma brasileira que estava num navio da cruz vermelha vindo de São Paulo, de onde apenas ela e o pequeno Ethan (Charlie Tahan.) saíram imunes. Sua função na história é salvar o persongem principal de um surto de loucura (coisa que já teria me acometido há muito mais tempo, eu garanto) e mostrar a Robert que ele não está sozinho, ainda há esperança (algo também bem americano, mas alguns tb podem dizer algo bem humano). Mais que isso, mostra que ainda há sim sobreviventes na Terra, escondidos, e ganha a missão de levar adiante o “legado de Robert Neville”. Não precisava, mas direi de novo: algo bem americano...rsrs
O filme começa no dia mais quente e seco do ano de 1935. Briony (que no filme é interpretada por três atrizes diferentes – Ronan, Romola Garai e Vanessa Redgrav – cada uma definido fases diferentes da vida da personagem) tem 13 anos e uma mente muito fértil. Solitária em uma casa de adultos, ela encontra distração criando pequenos contos e peças de teatro.
De um conjunto de frustrações infantis, uma imaginação fértil e uma educação vitoriana, surge um julgamento errôneo, que destruirá não apenas a vida dela, como também as de sua irmã Cecília (Keira Knightley) e seu amor Robbie (James McAvoy), que mesmo contra todas as adversidades lutarão até o fim pelo direito de viver um amor em meio à Segunda Guerra Mundial.
Num romance que poderia muito bem ter sido escrito por minha querida Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes) e longe de ser um conto de fadas, Desejo e Reparação é a história de um erro trágico capaz de alterar vidas e também da perseverança de uma pessoa em reparar o desastre, num grande enigma que vai se resolver apenas no final. A mim particularmente, serviu pra me lembrar porquê tenho tanta admiração pela Inglaterra :D
Recomendo os dois!
Espero não sumir de novo...
Bjão!