
A parada está cheia hoje, nunca a vi assim. É gente o tempo todo, entrando, saindo, pegando ônibus. E o meu não chega. Olho pra frente, olho pros lados, estou começando a ficar irritada. Mudo de lugar, sento, olho pra frente, não vejo nada. Estou cantando – Gomenasai, for everything... – abaixo a cabeça, continuo cantando.
Sinto um vento diferente, alguém passando a minha frente, rápido como um furacão. Passa rápido, senta e fica calado, respira com dificuldade. Olho pra ele, está chorando. Torno a olhar pra frente, todos agora olham para a figura ao meu lado. Até a mulher que estivera em pé, reclamando sem parar sobre o marido atrasado, cala. Silêncio, o garoto continua a chorar. Viro-me pra ele, observo-lhe a aparência. Cabelos escuros (não pretos, escuros), cachinhos caindo na testa, um fone no ouvido, a pele branca, jeans e camiseta preta. Os olhos, azuis, vermelhos como de alguém que passou horas chorando.
Quero fazer alguma coisa. Você está bem? Pergunto – pergunta estúpida – ele não me responde. Não consegue falar, faz um gesto com a cabeça, não, comprime os lábios, continua a chorar. Viro me de novo, ele não quer conversar. Torno a cantar – You took my hands and showed me how...I guess I just did’n know how...you visit me in my sleep...who knew... – a música acaba, não me importo, começo de novo.
Alguém me toca o braço, é ele, continua chorando, calado. Tira o celular do bolso, liga o auto falante, ouço o locutor – Pink, jo, vem, Who knew, pan! – a música começa, ele continua olhando pra mim, fixo, mudo. De repente entendo, e, do nada, começo a cantar. As pessoas em voltam a olhar pra nós dois, não me importo, continuo, ele parece gostar. Canto a música toda, me empolgo e por um momento esqueço que estou num ponto de ônibus. E o ônibus não vem...
A música termina, olho pra ele – o que faço agora? – parou de chorar, recoloca o celular no bolso, continua em silêncio, sorri, sorriso bonito. Continua olhando pra mim, quieto, calado, imóvel. Me incomodo, quero virar, não consigo, estou presa, estática, fixa no azul. Ele estica a mão, continua fixo, vai tocar meu pescoço, sigo seu olhar. Minha gargantilha? Pergunta muda. Dobro o braço na nuca, começo a procurar o fecho. Ele torna a sorrir, nega com a cabeça. Não quer a gargantilha? Digo, muda outra vez. Outra negativa. Parece que não...
Planaltina 600! Uma lotação, olho pra ele. Vou? Vai, ele sorri, responde mudo, indica a van com a cabeça. Tchau, digo de pé, ele sorri. Entro na lotação, vou pro fundo, ele continua a me olhar, sorri. Sorrio de volta, espalmo a mão no vidro, o sinal abre, a lotação parte, ele manda um tchau. Uma senhora sorri ao meu lado. Namorado? Hum?!?! Hâ?!?!?!?! O quê? Ah, não... Sento-me, calo-me, penso, Nunca tornaremos a nos ver...
Pois é, como disse tem tanta coisa pra contar...pra dizer a verdade nem sei por onde eu começo...
Ah,sim. Mudei de cidade, Aliás, mudei de estado!!! Agora moro no Df, bem...Tô aki há um ano e, adivinha? No segundo colégio! Certas coisas nunca mudam...Estou mais perto dos meus irmãos mais velhos (ja tinha dito o quanto minha sobrinha é fofa???) e finalmente conheci uma parte da familia da minha mãe dos quais sempre ouvi falar,mas que nunca tinha visto. Ah, e temos um integrante a mais na minha familia, a Andrea (acho que mencionei ela em algum lugar ha anos atrás, de qualquer forma,lerão muito sobre ela) veio morar conosco. E troquei de cachorro!agora eu tenho um Pit Bull, acreditam? Mais burro que a vira-latas que eu tinha antes...
Ah!!!!e agora eu canto num coral!!!! De natal!!! Aos que já leram meu blog antes e acham que isso ñ é possível, depois eu posto fotos...No mais, conto depois. Agora, prometo que escreverei sempre agora,ok?
beijaum
Genteeeeeeeeeeeee
Quanto tempo, heim? Caramba, tem contato meu que nem existe mais...
Passei quase dois anos sem postar, tinha desistido do blog.Nem tanto por falta de assunto, porém mais por falta de vontade, sabe? Pois é,mas atendendo a pedidos eu estou de volta, pronta pra recomeçar. E tanta coisa aconteceu...